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O que é o Amor?


Realmente essa é uma pergunta básica que todos já fizeram. O incrível está no fato de que ninguém consegue responder com clareza esse questionamento tão singular, pois tentam analisar como um objeto qualquer, querendo definir a sua magnitude em simples palavras ou atos. O amor, como diz o grande Arlindo Cruz, não é um elemento simples, por isso não será fácil simplesmente falar “O amor é isso, por que...”, é necessária muita reflexão antes de falarmos sobre ele, ou melhor, não falemos sobre, apenas pensemos.

Quando saiu do grupo Fundo de Quintal para seguir carreira solo, Arlindo Cruz dedicou grande parte de seu imenso repertório falando sobre o amor. E, quando não compõe letras sobre, cantava de figuras ilustres como Almir Guineto, Sombrinha (com quem compôs grande parte de seus sambas), Jorge Aragão e muitos outros. E, sem dúvida, singulariza a música ao tocá-la de seu jeito.

Após passar por alguns maus momentos na semana passada, foi em duas composições do Arlindo Cruz que busquei refúgio. É engraçado, pois quando passamos por situações desagradáveis a gente sempre acha uma música para chamarmos de “nossa”. Dessa vez não foi diferente, a única coisa diferente foi que me apeguei à duas ao invés de uma. A primeira é “O que é o amor?” música linda que tomei como título dessa postagem, aonde põe a dualidade desse sentimento que ao mesmo tempo em que o deixa feliz um dia, no outro o deixa com a cara na lama.

Assista a música “O que é o amor?

A segunda música que considero como “minha” – e a que eu mais gostei realmente, que mais me apeguei -, é a música “Ainda é tempo pra viver feliz”, que foi composta junto com o Sombrinha e tornou parte do repertório das mais variadas rodas de samba de todo o Brasil, sendo cantada por Beth Carvalho junto com seu afilhado Zeca Pagodinho; Arlindo e o jovem Gustavo Lins, além de cantada também por centenas de pequenos grupos que vão surgindo e que apreciam um bom samba.

Basicamente a música fala de um rapaz que está afastado da mulher pela qual é apaixonado e não quer mais deixar tudo do jeito que está, pois ele está triste com a distância entre os dois e com o término do relacionamento. Ele quer voltar a sorrir e vai fazer de tudo para tê-la por perto novamente. O refrão, tanto quando o nome da linda canção, é um pedido de ajuda para ela o ajudar a buscar a felicidade, pois ainda é tempo para viver feliz.


Essa música já é minha, você já tem uma pra chamar de sua?

Eu, de coração, torço muito pela evolução do samba/pagode pegando como referência os grandes ídolos como Arlindo Cruz, Fundo de Quintal, Cartola, entre outros. Para dar continuidade na disseminação de suas composições com aquelas sempre lindas frases que prepara a gente para o métrico refrão que explana, que difunde, que inspira, que transborda esse sentimento soberano que nos guia, o amor.

André N. Bueno



Sete Músicas para serem entendidas

♪♪ "Que só eu quem podia, dentro da tua orelha fria, dizer segredos...". Você, com certeza, querido leitor, soube completar o versinho. Mas você nunca pensou em ir além? Nunca pensou em descobrir o que o Poeta quis dizer com as suas palavras, ao invés de ficar cantarolando o poema sem saber, realmente, a sua origem de inspiração?

Algumas músicas fazem tanto sucesso e ficam tanto nas nossas cabeças, que o ato de cantá-las se transforma numa atitude mecânica. Mas a música é muito mais bonita quando a gente sabe por que foi escrita; quando nos colocamos no lugar de quem a escreveu, e descobrimos que temos o poder de utilizar as mesmas palavras para expressar algo que é nosso. Dilui-se o espaço entre você e o seu ídolo, e o efeito que a música causa torna-se mais puro e intenso.

Foi pensando nisso que, dentro do meu leque restrito de conhecimento musical, escolhi "as 7 músicas para serem entendidas". Umas famosas, outras nem tanto. Todas muito bonitas. Tentarei explicar o que o letrista realmente quis dizer com suas estrofes, que no caso das 7 músicas a seguir, estão repletas de eufemismos e metáforas que só anseiam passar uma mensagem.

Ah! E para que não sabe o que são "segredos de liquidificador": São, simplesmente, lambidas demoradas no ouvido, num movimento circular uniformemente variado. Eis as notas:

7- Desastre Mental- Cazuza, Exagerado, 1985.



Muita gente pensa que Cazuza escreveu essa letra depois que descobriu ser Soro Positivo, mas não. Esse Poema é de 1984, ano no qual o Barão Vermelho conseguiu seu primeiro Disco de Ouro, e no qual Agenor começou a pensar em abandonar seus irmãos.

A música é, basicamente, sobre um cara, bêbado, numa festa, e que já não aguenta mais ouvir os desabafos de sua "colega". A canção é meio um "cala a boca e me dá logo, porra". O autor não se importa nada com as consequências do seu ato, e ainda esclarece à amiga que aquilo que ele sente não é amor: "prefiro te manter ao lado direito do meu peito...", e ao mesmo tempo em que a convida para dar uma "saidinha do recinto". Diz que os dois são sobreviventes de um desastre mental, ou seja, eles têm todo o direito de fazer o que querem, sem pensar e sem se importarem com o que acha a sociedade, que não é sobrevivente, é o próprio desastre mental.

6- O Vento Noturno do Verão- Nando Reis, Para quando o Arco-Íris encontrar o Pote de Ouro, 2001.



A música, apesar de toda a fantasia que circunda o Poema, retrata nada mais que o primeiro beijo de dois alunos do primário, que fugiram do lugar que lhes era estabelecido e "escorregaram para o pátio do Ginásio" através de uma ladeira.

Aí, o ex-titã começa a enfeitar a música com palavras que retratam nada mais do que toda a expectativa e euforia do primeiro beijo. Ele também deixa claro todo o medo que sentiu, e quantas vezes ele pensou antes de decidir, de tomar coragem: "Como a coragem que nos traz o soprar do vento no outono do verão". A frase anterior também nos mostra que o beijo foi dado lá para o mês de fevereiro, o que deixa claro que o menino teve as férias todas para pensar nisso e decidir tentar. E pelo jeito deu certo: "Somos capazes de pensar, mas não deixo de admirar as rochas que não precisam da respiração"; o único empecilho para que o beijo seja eterno é a própria falta de fôlego, ou seja, a necessidade da respiração.

5- Trem das Cores- Caetano Veloso, Cores e Nomes, 1982.



Eu sempre gostei muito dessa canção. E ela foi a única da lista que eu entendi completamente, logo de primeira. Então, vai ser rapidinho de explicar: um rapaz, apaixonado, viaja de trem para se encontrar com sua namorada, que provavelmente mora em outra cidade. É claro, que ela era o único pensamento dele durante a viagem; ele está feliz, e tudo que ele percebe fora e dentro do trem vira inspiração. Inspiração que vira um Poema de amor destinado à menina "de cabelos pretos e lábios castanhos, ou melhor, cor-de-açaí" que o espera na estação de sua cidade.

4- Um Trem para as Estrelas- Cazuza e Gilberto Gil, Ideologia, 1988.



Uma segunda-feira preguiçosa. O Poeta abre a janela e vê lá embaixo a pobreza da cidade do Rio de Janeiro. O Cristo Redentor no alto do Corcovado meio que os convence a continuar a vida, apesar do sofrimento. Aí está o ponto central da música: "a crítica à Igreja, e à essa idéia de que Jesus Cristo é nosso salvador e filho de deus. Ao sofrimento na vida como causa de uma ida ao paraíso, na morte; como se a tristeza fosse uma maneira para a gente se salvar depois.

O tempo das mentiras católicas passou. Esse papo de que alguém foi crucificado para nos salvar é onda. Devemos ser mais racionais, pois a época dos navios negreiros (assim ele se refere ao tempo de Igreja) se foi; é hora de embarcar em outras correntezas.

3- Para lá- Adriana Calcanhotto, Maré, 2007.



Escutei essa música pela primeira vez no show da Adriana no Álvares Cabral, em julho. Em Agosto, mais uma vez, no show de despedida do disco "Maré", no teatro do Jardim Botânico. A letra da música é muito triste, e a melodia tão quanto.

Na verdade, eu não sei nem como descrever o que entendo dela. Mas que eu entendi, entendi. A composição é do Arnaldo Antunes, o que dificulta ainda mais, pois a expressão dele é bem singular (e circular). Mas vamos lá: Pense numa pessoa esclarecida, que já viveu e pode decifrar todos os segredos da vida, cientifica e filosoficamente. Ela só não pode entender esse amor que ela sente, um amor não correspondido. Não consegue esquecer, está acima de qualquer ciência. Acima de qualquer razão: "A Montanha insiste em ficar lá, parada" é uma metáfora para o sentimento que continua estático dentro dela.

2- Maluca- Cássia Eller, Com você o meu Mundo ficara Completo, 1998.



É a história de uma menina que experimentou o sexo pela primeira vez. Não parece, mas é. Um dia, pela manhã, ela acordou e viu sua irmã no maior rala e rola com um rapaz (ou moça?), e sentiu vontade de fazer também. E fez. Chamou algum rapaz (ou moça?), e fez amor por toda a casa.

Acho que 90% das pessoas que gostam da música, não conhecem o seu verdadeiro significado. A rosa é a metáfora do desejo, da paixão... Mas muita gente pensa que é só mais uma música bonitinha. Digo à elas: sempre bata na porta da sua irmã, antes de entrar no quarto.

1- Flores- Titãs, Õ Blesq Blom, 1989.



Eis a campeã de todo e qualquer concurso de significados inesperados. Acredito que a maioria de vocês sabem o sentido real da música, mas eu proponho uma visão diferente da estabelecida.

Por se tratar da campeã, uma análise minuciosa do Poema:

"olhei até ficar cansado de ver os meus olhos no espelho
chorei por ter despedaçado as flores que estão no canteiro"

Um camarada, que anda mal na vida, e que deve ter tomado uns "foras" da mulher que ama, chega em casa nervoso, sem se preocupar em não pisar nas rosas que estão no caminho até a porta da casa. Chega a seu quarto, se sente em frente ao espelho e não vê mais sentido na vida. Chora pelas flores que destruiu no caminho.

"os punhos e os pulsos cortados, e o resto do meu corpo, inteiro
há flores cobrindo o telhado, embaixo do meu travesseiro
há flores por todos os lados, há flores em tudo que eu vejo"

Ele corta os pulsos numa tentativa de suicídio (mas o resto do corpo continua inteiro). Está deitado na cama, esperando a morte chegar, e o vermelho do sangue se confunde com a cor das rosas pisoteadas, e o que só consegue é enxergá-las em seus poucos lapsos de visão.

"a dor vai curar essas lástimas, as flores têm gosto de lágrima
o soro tem cheiro de morte, a dor vai fechar esses cortes.
As flores de plástico não morrem"

Mas o nosso projeto mal acabado de suicida não conseguiu morrer. Ele foi socorrido, está agora no hospital. Alguém, provavelmente a moça por quem ele é apaixonado, trouxe rosas para lhe estimar melhoras. E somente a dor desse amor não-correspondido será capaz de fechar os cortes.

No final, ele se compara à uma rosa de plástico, que não pode morrer, pois já está vazia por dentro. Sua alma já está morta.


Bruno Alcantara

É a música capixaba ultrapassando barreiras!


O pagode atual está estagnado, pois são poucos grupos novos que estão se destacando. A referência sempre será o Cacique de Ramos, palco e berço dos grandes fenômenos do samba/pagode, e não tem como ser diferente. Depois de beber da fonte, a escolha da vertente vai definir a cara de cada grupo – seja sambista de partido alto ou pagodeiros com letras de amor, entre outros.

Há 8 anos atrás, em Vitória (capital do Espírito Santo), um grupo de amigos que costumavam batucar e cantar pagode levantaram a cabeça e decidiram levar essa história de fazer música mais a sério. Já com instrumentos, começou-se, então, a jornada. Como é de praxe, os bares foram a primeira casa do grupo, pois eram neles que estavam quase todos os finais de semana.

Ao notar que conseguiam atrair muitas pessoas para os lugares em que tocavam, investiam pesado na divulgação da banda, que começava a ficar muito conhecida em todo o território capixaba, e com uma imagem positiva, pois a repercussão era boa e surgiam muitos lugares para tocar. Com grande divulgação, agora era necessário investir no conteúdo, ou seja, deviam começar a compor.

Logo em seguida seria gravado o primeiro CD do grupo – Mais Astral ao Vivo, em que trazia não apenas um, mas dois carros-chefe, que eram as músicas “Minha menina” e “Loirinha do Pagode” que logo viram febre e começam a passar incessantemente nas rádios locais. O reconhecimento nacional vem a partir do momento em que a música “Loirinha do pagode” vira tema da BBB Antonela, que participou da quarta edição do programa.

Baixe "Minha menina" aqui!

Após o sucesso do primeiro CD era se concentrar e colher os frutos da visibilidade que foi esse primeiro trabalho. Depois de 3 anos de shows, notaram que estava no momento de continuar o trabalho. E foi aí que lançou o segundo CD, intitulado “O gosto da felicidade” e logo depois, em 2009, veio o “No quintal da gente”.

Desde então multiplicaram os convites, até mesmo o de abrir shows nacionais de samba/pagode. Como exemplos temos o show do sambista Dudu Nobre, que ocorreu na casa de show Ilhacústico, o de, também referência do Samba nacional, Arlindo Cruz e do grupo Exaltasamba, que é o grupo mais badalado do momento.

Agora referência maior no pagode capixaba, o grupo Mais Astral mostrou que é possível fazer bem feito e ultrapassar as barreiras do próprio estado. Que todo esse trabalho sirva de estímulo para as bandas embrionárias criarem e crescerem. Eles só merecem o nosso parabéns: Parabéns grupo Mais Astral, continuem representando a gente em seus shows.


André N. Bueno

Fogo nas paradas brasilerias: Billboard ganha versão tupiniquim.

É a "Bíblia da Música", como dizem os especialistas. Com mais de meio século de existência, a Billboard Magazine é a mais bem estruturada instituição musical fonográfica da sociedade contemporânea. De Elvis Presley à Lady GaGa, todos os que já obtiveram alguma notoriedade na vida, deram as caras por lá.

Mas que os Estados Unidos dominam a tradição fonográfica, isso é fato. Surpreendente (ainda que tardiamente) foi o lançamento da primeira edição brasileira da revista nesse mês. O nosso país, que se mantem refém das playlists de 2 ou 3 grandes rádios apenas, agora poderá se estruturar melhor e criar uma parada musical mais fidedigna a nossa realidade.

"O Rei" Roberto Carlos estampando a primeira edição.

Um belo avanço. A revista será lançada mensalmente e, além de matérias sobre música em geral, contará com as paradas das músicas mais tocadas no Brasil e os álbuns mais vendidos. Agora, arrisco-me num comentário curioso. Já imaginaram essa lista no auge do verão nacional 2010? Aqui vai uma previsão estilo mãe-Diná de um possível top 10:

01 > Créu*MC - Créu Velocidade 10 (feat. Mulher Piranha Frita)
02 > Sangalo*Ivete - Oba Oba Manauê (Pout-Pourri Balaco-baco)
03 > Popozudas*Gaiola das - Se Me Pega Eu Tô De Boa
04 > Léo*Victor e - Amor Que Dói
05 > Camargo*Wanessa - Oh Baby, Volte Para Mim
06 > Knowles*Beyoncé (feat. Jay-Z) - Imma Put Ya' Like Dis B*tch
07 > Fresno - Dias Negros Da Minha Solidão Amargurada Em Sonhos Frígidos
08 > Taca Bola*MC - Parabéns Pra Você Remix (feat. Perla)
09 > Fabiano*César Menotti e - Se Nóis Num Têim Nóis Arruma
10 > Reis*Nando - A Lua De Golias.

Não se espantem se eu acertar alguma dessas. No verão retomaremos esse assunto.

Rodrigo Alcure.

O Fenômeno-Mirim do pagode!



Gustavo Barreira Lins, mais conhecido como Gustavo Lins, é um cantor e compositor brasileiro nascido em 1986, no Rio de Janeiro, que tem grande destaque no cenário do pagode/samba. Isso porque de maneira precoce, conseguiu, aos 16 anos de idade, gravar o primeiro CD com uma grande gravadora – a Warner Music, além de emplacar vários sucessos nas principais rádios. Compondo e cantando desde os 12 anos, já mostrava os primeiros vestígios de que tinha uma sensibilidade apurada no momento em que começava a rascunhar as suas primeiras letras que falavam basicamente sobre o Amor.


O primeiro grande sucesso que caiu na graça das pessoas foi a música “Pra ser feliz” do CD de mesmo nome. Essa música fantasia o momento em que o jovem ficou com a menina pela primeira vez (é bem capaz de que o personagem seja o próprio compositor, que pode estar se mostrando oculto em suas histórias), no qual mostra como realmente havia se envolvido, falando que para ser feliz tem que amar alguém a ponto de conseguir encontrar essa pessoa até nos próprios sonhos. É uma letra muito bonita e vale muito a pena ouvir essa canção.


Chegando a um número de composições superior a de uma centena, Gustavo Lins já havia chegado em um estágio em que grandes representantes do estilo musical pagode/samba (seja cantores, compositores, produtores e arranjadores) já o conhecia e tinham bastante carisma por ele. Com todos os contatos que já tinha, a vida musical de Gustavo foi lançada na mão de um competentíssimo produtor musical, “Prateado”, que se tornou o guia dele nessa trajetória em meio o mundo artístico, moldando e pincelando cada passo desse jovem.


Mas à medida que ia crescendo o seu grande repertório musical, o sonho também evoluía e, agora, Gustavo Lins almejava que suas composições fossem cantadas nas vozes de outros grandes artistas, que antes era pouco possível devido ao grande número de compositores já então consagrados. Dito e feito! Bocas famosas como Alcione, Belo, Os Travessos e Kelly Key, Exaltasamba, Sorriso Maroto, Boka Loka, Rodriguinho, entre outros, cantaram sucessos produzidos por ele. E o sucesso era tanto que é convidado esporádicamente para fazer parte dos shows.


Em 2006 lançou o primeiro DVD de sua carreira, que carrega em seu repertório grande parte de seus sucessos além da já muito conhecida “Pra ser feliz”, tais como “Qual é”, “Minha princesa”, “Papo Furado” e “Impossível te esquecer” (Que seria o nome dos próximos CD e DVD lançados por ele no mesmo ano). Com um arranjo musical envolvente, Gustavo Lins exibe uma excelente performance no palco e mostra que realmente tem bastante talento para mostrar – como exemplo para os novos compositores, e para buscar respeito com a velha guarda do samba).


O estilo musical está tendendo sempre à beber a fonte dos antigos para tentar produzir as novas artes do cenário do pagode. Diferente de Gustavo, que tende a usar a sua visão de mundo nas suas composições, revelando sucessos cada vez mais inovadores. Será que teremos outros Pagodeiros e Sambistas prodígios tal como ele? Torçamos que sim, pois é necessário para continuarmos eternizando esse ritmo que caracteriza a alegria do povo brasileiro.





André N. Bueno

Museu de Grandes Novidades


Boa Noite queridos leitores. Eu tava aqui pensando: o Cazuza foi o vencedor da enquete "Quem deve protagonizar o próximo post de Rock Nacional/ MPB". Pensei. Fácil. Mas que nada. Eu aqui quebrando a cabeça para fazer alguma coisa diferente. Que seja mais direto e menos Viagem. Pois ficar viajando aqui, nas músicas, nas histórias engraçadas, ia ser muito legal pra mim. Mas eu acho que vocês não têm um saco desse tamanho para me aguentar.

Então eu pensei numa coisa bem legal. Aí vão as Sete melhores letras do Poeta (na minha modesta opinião) cantadas por outros artistas. Tenho certeza que vocês vão achar alguma coisa legal. Coisas que vocês nem imaginavam que eram dele.

Poema- Ney Matogrosso

Mais Feliz- Adriana Calcanhotto

Malandragem - Cássia Eller

Mulher sem Razão- Adriana Calcanhotto

Trapaça da dor- Roberto Frejat

Incapacidade de Amar- Leoni

Seda Pura- Simone


* todas as músicas de Cazuza tocadas por outros intérpretes estão disponíveis na área de downloads.

Bruno Alcantara

O fenômeno Black Eyed Peas.

Will.I.Am, Taboo, Apl.De.Ap e Fergie. Os Black Eyed Peas.

Se você é jovem, antenado nas ondas musicais mundo a fora, e já passou seu dial por alguma rádio POP qualquer, estou certo de que já ouviu alguma música dos Black Eyed Peas.

Formada no final da década de 80 - ainda que sob o nome de Tribal Nation -, em Los Angeles, na parceria de Will.I.Am e Apl.De.Ap, a banda levou tempo e algumas mudanças até encontrar seu sucesso mundial. Foi com a entrada de Stacy Ferguson, a "Fergie", em 2003, que os BEP estouraram em todos os cantos do globo e se tornaram uma das maiores sensações musicais dos 00's. Dificilmente você ainda não escutou músicas como "Where's The Love", "Shut Up", "Let's Get It Started", "Don't Phunk With My Heart", "Don't Lie" ou "My Humps", pra citar algumas.

Como se o sucesso já não tivesse sido muito, a banda lançou esse ano seu 4º disco, "The E.N.D." (sigla para "Energy Never Dies"), e foi uma explosão no mundo digital. Sua primeira música de trabalho, "Boom Boom Pow", atingiu o 1º lugar das paradas americanas e em diversos outros lugares do mundo. O single já se tornou a 6ª música mais baixada de todos os tempos, com aproximadamente 4 milhões de downloads pagos.

The E.N.D., lançado em junho de 2009.

Quando alguém pensou que o sucesso dos BEP se limitaria à primeira música, a surpresa foi grande com o lançamento de "I Gotta Feeling". A música subiu como um foguete nas paradas e tomou conta da 1ª posição nos charts e nos downloads. Nesse feito, os BEP se tornaram uma das raras bandas até hoje que conseguiram a façanha de ter uma de suas próprias músicas revezando o 1º lugar das paradas com a atecessora.

Quando muitos achavam que "Boom Boom Pow" já era a música de melhor desempenho da carreira da banda, passando 12 semanas na primeira posição, "I Gotta Feeling" mostrou-se ainda mais forte e quebrou um recorde histórico. Já com suas 14 semanas no topo, os BEP estipularam o recorde de maior tempo consecutivo que algum artista/banda já passou no ponto mais alto das paradas americanas. Já são mais de 6 meses na liderança, feito inédito na história musical. No iTunes, as duas músicas já somam mais de 7 milhões de downloads pagos, fazendo dos Black Eyed Peas o maior fenômeno digital do mundo da música.

Um fato curioso é que, mesmo a banda já tendo vendido mais de 30 milhões de discos e singles no mundo todo, Will.I.Am, líder, cantor e produtor do grupo, anunciou que, muito provavelmente, "The E.N.D." será o último CD físico dos BEP. Isso porque o rapper disse não mais ver futuro nesse mercado, uma vez que a queda nas vendas de CDs é maior a cada ano, e está decidido a investir tudo na potência digital dos BEP.

De fato, o sucesso não é mais questionável. Os Black Eyed Peas assumem a ponta do mainstream como o fenômeno musical da atualidade.

Rodrigo Alcure.